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A ética universitária não se reduz ao cumprimento material e técnico das normas da instituição, afirma o Prof. Brazão Mazula

MAZULAA ética universitária não se reduz ao cumprimento material e técnico das normas da instituição, afirma o académico moçambicano Prof. Doutor Brazão Mazula, acrescentando que a ética sempre foi preocupação das sociedades humanas de todos os tempos e latitudes, sublinhando que a ética não é preocupação exclusiva de filósofos e moralistas. Mazula falava em Oração de Sapiência na abertura do ano académico 2014 na UEM cujo tema foi "A Dimensão Complexa da Ética Universitária".
O Professor defendeu que, a Universidade é uma totalidade complexa que não pode ser reduzida a leis lineares e que os seus membros e indivíduos não podem reduzir as relações entre si e com a direcção ao cumprimento exclusivo dos regulamentos, orientados por uma visão mecanicista da instituição. "A Universidade tem uma dinâmica própria de formação de homens, gera homens formados para a produção de conhecimentos, da ciência e da cultura", referiu.
O orador indicou que nessa inter-relação de produção da ciência, de saberes e de formação de homens, a universidade reproduz-se a si mesma, não apenas ensinando a ciência mas também como se faz a ciência. Entende que a responsabilidade ética consiste em que se ensine a ciência, se ensine como se faz a ciência e se investigue com consciência.
Mazula procurou esclarecer a complexidade da ética universitária incidindo a sua oração na figura do docente sem, no entanto, ignorar outros membros da universidade. Citanto alguns autores, afirmou que ao docente não basta apenas cumprir as suas obrigações profissionais de ensinar e investigar, porque acima de tudo este é um educador. Peremptoriamente o orador defendeu que o docente tem de ser bom, dócil, recto, nobre, justo, homem de bom trato moderado e sábio.
Mais adiante falando ainda sobre a complexidade da ética universitária referiu que ela consiste no facto do docente não poder ser homem da ciência sem, ao mesmo tempo, ser amigo do estudante, solidário com a sociedade e com a organização da sua universidade, sublinhando que ser homem de ciência é amar o estudante.
E para clarificar o seu pensamento, o orador recorreu à alguns exemplos, como o do docente que chega à sala de aula informando os seus estudantes do plano temático para em seguida desaparecer e só regressar semanas depois com um teste. Um outro exemplo é o do docente que se considera a si mesmo como um verdadeiro exímio na ciência, desafia os seus estudantes que, se eles souberem apenas 15 por cento do seu conhecimento, já serão excelentes. Mazula questiona como é possível considerar o domínio de 15 por cento de conhecimentos programados como sendo excelentes. Por outro lado, o professor diz não entender como é que numa avaliação não se deve dar aos estudantes mais de 12 valores nem ultrapassar os 15.
"Se estamos convencidos da missão e da tarefa que temos de ensinar bem, não tenhamos medo nem receio que os nossos estudantes sejam exímios do que nós quando estávamos na carteira da universidade. Isso é bom para o progresso da ciência e desenvolvimento da sociedade. O brilhantismo dum estudante deve constituir o orgulho do docente", finalizou a fonte. Refira-se que o Prof. Doutor Brazão Mazula é docente da Faculdade de Educação da Universidade Eduardo Mondlane, tendo publicado várias obras dentro e fora do país. Recorde-se que o orador foi o Presidente da 1a Comissão Nacional de Eleições (CNE), em 1994.
Dirigindo-se a plateia, em seu discurso, o Reitor da UEM, o Prof. Doutor Orlando Quilambo, justificou a cerimónia solene de abertura do ano académico 2014 com a necessidade de recepção de cerca de 4200 estudantes admitidos à UEM, "por isso boas vindas a esta prestigiada instituição que ostenta o nome do grande filho de Moçambique, o Herói Nacional, Eduardo Chivambo Mondlane, a quem tivemos ocasião de homenagear a 31 de Janeiro", disse o Reitor aos novos ingressos.   
Segundo o Reitor, a entrada de novos estudantes constitui, para a universidade, uma oportunidade de injecção de novas ideias ao processo de produção do conhecimento, constitui um estímulo à criatividade, à quebra de paradigmas e à inovação. Foi nesse contexto que o Reitor desafiou aos recém admitidos a serem agentes de reforma e renovação da universidade, tendo em conta os princípios da ética e deontologia académicas.
E para a garantir a sua nova visão e missão, o Reitor garantiu que a sua instituição tem estado a empenhar –se na abertura de novos cursos a nível de graduação e de pós – graduação, criados com base na relevância, utilidade e actualidade, o que segundo Quilambo, significa as necessidades do mercado, as prioridades do governo e o cumprimento da sua missão de participar no desenvolvimento do país.
"É assim que criamos o nosso Gabinete de Qualidade Académica, o qual tem a missão de criar condições que permitam apostar na formação de quadros com qualidade e que possam responder às exigências de um mercado nacional e internacional cada vez mais competitivo", frisou o reitor.
Outrossim, Quilambo sublinhou haver um esforço institucional para ampliação de infra-estruturas com destaque para a edificação dos campus das novas escolas nomeadamente a Escola Superior de Desenvolvimento Rural em Vilankulo, a Escola Superior de Negócios e Empreendedorismo de Chibuto, a Escola Superior de Hotelaria e Turismo de Inhambane, a construção do Complexo Pedagógico II e III e ampliação da Faculdade de Educação, refira-se estas últimas já em fase de construção.
Igualmente, o crescente número de ingressos e estudantes matriculados demandando alojamento, segundo o Reitor, obriga a sua instituição a projectar a reabilitação e conclusão célere de algumas residências universitárias neste ano e a construção num futuro próximo de mais residências.
No evento solene de Abertura do ano académico 2014, a Vice-ministra da Educação, Leda Hugo, em representação do governo de Moçambique, defendeu que o combate a pobreza depende da conjugação de muitos factores onde o capital humano formado com qualidade é fundamental para o desenvolvimento do país.
"Por isso a formação de quadros em diferentes áreas e de técnicos das mais variadas áreas académico-cientificas e técnicas é essencial", sublinhou.
A governante afirmou que para o governo de Moçambique o sistema de educação expandiu-se em termos de escolas e da participação dos alunos em todos os níveis e subsistemas de ensino. Contudo, reconhece que a melhoria  da qualidade de ensino continua um grande desafio a todos os níveis. A fonte congratulou a UEM pela criação e lançamento de novos símbolos da instituição e pela singela cerimónia de homenagem ao patrono, num ano em que o governo de Moçambique condecorou diversas personalidades que se destacaram nas actividades de desenvolvimento do país, incluindo o Reitor da UEM, o Prof. Doutor Orlando Quilambo.
Já o Presidente da Associação dos Estudantes Universitários (AEU), Hugo Horácio, desafiou a UEM  a adoptar medidas para que continue a ser o pilar de desenvolvimento do capital humano no país.
Entretanto, lamentou que se esteja a perder a prática da investigação e inovação o que, segundo Horácio, seria uma fonte importante de motivação nos estudantes e que contribuiria sobremaneira para a qualidade dos graduados da UEM.
Afirmou que os estudantes recém admitidos apresentam, por um lado, uma face de satisfação porque acabaram de concretizar um sonho, o de ingressar na UEM, mas por outro, denotam um profundo pesadelo porque muitos não tem onde habitar e nem sabem como vão custear os seus estudos. Por isso, o dirigente estudantil desafiou ao governo de Moçambique, a UEM e parceiros no sentido de reflectirem sobre o alargamento de infra-estruturas da UEM a medida do crescimento dos utentes e o número de bolsas a atribuir de acordo com o número de ingressos.
Por outro lado, a fonte denunciou a existência de docentes que deixam os seus estudantes, por um longo período, na mão de assistentes com pouca instrução "e ainda prevalece o incumprimento do calendário académico," anotou.

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