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Lançado livro sobre a Intolerância Religiosa

thumbnail Intolerancia religiLançado quinta-feira, 04 de Maio, em Maputo, numa iniciativa da Faculdade de Direito da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) e a Escolar Editora, o livro de 162 páginas intitulado "O que é intolerância religiosa?", é uma colectânea de trabalhos de 4 autores, sendo o Prof. Doutor Danny Zahreddine e o Mestre António da Silva (ambos do Brasil), Profª. Doutora Fátima Veigas (Angola) e Profª. Doutora Patrícia Vink (Portugal), numa coordenação do Professor Catedrático Doutor Carlos Serra e procura explicar as razões da intolerância religiosa no mundo.

O livro aborda a questão da intolerância do ponto de vista das liberdades individuais, de que modo a reacção ao combate a intolerância e a violência em nome da religião, a reacção jurídica à violência em nome da religião interferem com as liberdades fundamentais, quais os focos de intolerância e de que modo influi nessas liberdades.

O livro traz, também, a generalidade dos problemas relacionados com a intolerância motivada pela religião e se coloca a questão de talvez ser inevitável que haja conflito se o assunto for religião, pois faz parte desta mesma religião a convocação de verdades absolutas para os seus crentes, não havendo espaços para relativismos uma vez que quando se acredita numa religião não se considera que a outra religião seja igual.

Convidada a apresentar o livro, a co-autora, Profª. Doutora Patrícia Vink, da Universidade do Minho, e que está em Moçambique no âmbito do Mestrado em Direitos Humanos na UEM, fez saber que a obra junta várias disciplinas acadêmicas e vários assuntos de maior relevância em busca do entendimento do mundo actual, um objectivo que combina olhares e perspectivas disciplinares diferentes e com diferentes sensibilidades.

Na perspectiva da académica, reflectir sobre a intolerância é falar de um tema de maior actualidade, facto consubstanciado pelas notícias nos jornais que retratam de algum modo a discriminação em nome da religião e outras formas de intolerância que denotam a rejeição do outro, "a não-aceitação do diferente e a rejeição do direito desse diferente de existir e de ter um estatuto igual", disse.

Prosseguindo, disse que a difusão cotidiana massiva de notícias sobre manifestações de diferentes graus de intolerância motivadas pela religião tem feito com que esta mesma religião seja mal vista e associada a violência, facto que levou a alguns académicos, sobretudo dos Estados Unidos da

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América, a questionarem as razões da protecção da religião sendo ela a motivação para tanta violência.

“Em tantos lugares do mundo existem tantas perseguições e guerras que ao longo da história foram motivadas por intolerância da religião”, afirmou a professora, ajuntando que vive-se, hoje, um clima de medo por causa dos excessos de violência que é levada a cabo em todos os lugares do mundo em nome desta religião.

 

 

Patrícia Vink entende que a intolerância não tem religião e que não há nenhuma religião no mundo que esteja livre de estar numa situação de intolerância e de violência em nome da religião. “A intolerância toca todas as crenças religiosas, sendo que em algumas situações uma dada religião está na posição de agressora e noutras em situação de vítima”.

A Profª. Doutora Patrícia Vink é Professora Auxiliar na Escola de Direito na Universidade de Minho, onde lecciona desde 1995. É doutorada em Direito pelo Instituto Europeu de Florenza, na Italia. É autora e co-autora de várias publicações sobre a temática dos Direitos Humanos.

No evento estiveram presentes o Presidente do Conselho Constitucional, Dr. Hermenegildo Gamito; o Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Dr. Isac Chande e o Bastonário da Ordem dos Advogados, Dr. Flávio Menete.

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