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UEM inaugura Museu de Arqueologia

uem-arq-2A Universidade Eduardo Mondlane procedeu hoje, 19 de Novembro, a inauguração do Museu de Arqueologia da Faculdade de Letras e Ciências Sociais (FLCS), um empreendimento a servir para expor o material arqueológico nacional, meio de ensino nas áreas de Museologia e Museografia e de pesquisa nas áreas afins.
Trata-se de um espaço multifuncional cuja actividade não irá circunscrever apenas a exposições arqueológicas como também irá estender-se a outras actividades com destaque para o lançamento de livros, palestras sobre os mais diversos temas, aulas de pós-graduação, exposições fotográficas, de pinturas, esculturas e outras actividades de expressão da intelectualidade.
Sob a gestão do Departamento de Arqueologia e Antropologia da FLCS, pretendendo-se que seja um dos pontos de referência da Universidade, o museu é a primeira entidade arqueológica em Moçambique que abarca todas as áreas de conhecimento arqueológico desde a idade da pedra inferior até as sociedades modernas, diferentemente de outros museus de arqueologia localizado fora da Cidade de Maputo que são especializados.
Discursando após o descerramento da placa e corte da fita, o Reitor da UEM, Prof. Doutor Orlando Quilambo, referiu que com a inauguração do Museu de Arqueologia, as pesquisas arqueológicas em Moçambique e os resultados das mesmas, passam a ser a tónica dominante nos debates académicos nacionais e internacionais, motivando assim o estreitar de relações e de cooperação entre esta instituição de ensino superior e outros países, com destaque para a Suécia e para o Projecto SIDA-SAREC, parceiro no contexto de pesquisa e de formação de arqueólogos.
Quilambo recordou que em 2011, a instituição que dirige, iniciou o curso de Arqueologia e Gestão do Património Cultural, que se pretende seja um dos alicerces do Museu ora inaugurado, ao combinar a teoria e prática, permitindo assim, que a motivação e interesse por estudos em Museologia possam ter a sua raiz neste espaço e, que desta forma, a Comunidade Académica e o público em geral tenham a oportunidade de, através da história de Moçambique em exposição, combinem o saber e o lazer.
“Almejamos que o Museu de Arqueologia, de hoje em diante, seja e assim se mantenha por muito tempo um local de eleição em termos de turismo cultural, turismo académico e de lazer para qualquer um que visite o nosso país, a nossa cidade e a nossa universidade”, manifestou o Reitor.
Para o Director da FLCS, Prof. Doutor Cláudio Mongoi, o Museu de Arqueologia deve ser um lugar de sapiência, de inspiração e um ponto de encontro de todos os fazedores da ciência e de produção de conhecimento sobre a História, a Geografia, as Línguas e Literaturas, a Sociologia, a Antropologia, a Ciência Política e a Administração Pública.
“Um lugar onde os diferentes saberes das humanidades e das Ciências Sociais se abraçam. Um lugar que se respire e transborde a paz, a harmonia e a coesão”, disse.
Por seu turno, o Arqueólogo e Chefe de departamento de Arqueologia e Antropologia, Prof. Doutor Hilário Madiquida, disse que sob a forma de artefactos, fotografias e filmes, a ideia é retratar a história de arqueologia e sua relação com a edificação e preservação de valores e princípios identitários que “nos capitalizam como moçambicanos, ideia continuamente reforçada em cada pesquisa que é realizada”.
“Pretendemos que no museu de arqueologia, ideias como África o Berço da Humanidade, a de expansão dos povos falantes das línguas bantu, encontrem espaço para sustentar o debate em torno das origens do homem e da sua evolução”, disse Madiquida.

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