| Segunda fase do projecto de potabilização da água integra Unizambeze e Unilúrio |
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O Projecto de potabilização de água, que é desenvolvido desde 2007 pelas Universidades Eduardo Mondlane (UEM) e Politécnica de Valência (Espanha), vai a partir do segundo semestre deste ano escalar as províncias de Sofala e Nampula, com abertura de pólos de implementação nas Universidades Unizambéze e Unilúrio. O facto vem contido no plano de implementação da segunda fase do projecto, depois do término da primeira no ano passado, 2010, que consistiu essencialmente na investigação e na aplicação dos resultados dessa investigação. Segundo o director de Cooperação na UEM, Dr. Carlos Lucas, a primeira fase envolveu a Faculdade de Engenharia, com o projecto no distrito de Ressano Garcia, onde as duas universidades montaram duas instalações de potabilização da água, que está a beneficiar o distrito em geral, e em particular uma escola primária, com cerca de mil alunos, que estão desde 2009 a usar água potável. No âmbito do projecto, a Universidade Politécnica de Valência instalou equipamento para investigação nos laboratórios da Faculdade de Engenharia, nomeadamente nos departamentos de Engenharia Química, Engenharia Civil e Engenharia Mecânica. “A segunda fase não irá consistir somente na área da potabilização, vai incluir o tratamento de resíduos e também a gestão de energia, sobretudo energias renováveis. A primeira fase também teve a componente de energias renováveis, virada para a capacitação por período de curta duração. Mas agora o que se pretende é formação ao nível do mestrado e doutoramento, nas áreas de água, tratamento de resíduos e energias renováveis”, disse. A previsão é que durante os quatro anos que vai durar a segunda fase, a arrancar em Setembro, sejam formados cinco (5) doutorados e trinta (30) mestrados. “A segunda fase não vai envolver somente a UEM, que será pólo central do projecto, mas também a Unizambeze e a Unilúrio, nomeadamente nas províncias de Sofala e de Nampula, que irão igualmente beneficiar de equipamento e montagem de laboratórios. O projecto vai envolver três componentes, a de formação, investigação e extensão. Os equipamentos que foram montados em Ressano Garcia poderão ser replicados em vários pontos do país, sendo que as três universidades terão a possibilidade de seleccionar em diferentes regiões da sua jurisdição as áreas que podem beneficiar destes equipamentos, ainda numa fase piloto, mas pensamos que dois anos depois de o projecto arrancar, isto possa ser replicado e difundido ao longo do país”, afirmou. |
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