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A Escola de comunicação e Artes (ECA) da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), inaugurou oficialmente ontem o Mestrado em Comunicação e Cooperação para o Desenvolvimento, cujas aulas arrancaram no passado mês de Abril, com trinta e sete (37) estudantes.
A introdução deste curso contou com o apoio da Cooperação Italiana, que para o efeito disponibilizou especialistas e fundos, para a elaboração do plano curricular, que envolveu para além da ECA as faculdades de Direito e de Economia.
Falando na cerimónia de inauguração, o Embaixador da Itália, Dr. Carlo Lo Cascio, disse que a introdução deste Mestrado reflecte as linhas inspiradoras da colaboração italiana, que tem como objectivo fundamental contribuir para tornar Moçambique cada vez autónoma na elaboração, na gestão e na avaliação de projectos de desenvolvimento em todas as suas bases.
“Em particular, este Mestrado propõe-se capacitar futuros especialistas moçambicanos para comunicação eficaz com vários parceiros internacionais e nacionais e para intervir sobre as dinâmicas da cooperação e de desenvolvimento”, disse.
Por seu turno, o Magnífico Reitor, Prof. Doutor Orlando Quilambo, disse que a introdução do curso reveste-se de elevada importância, pois vai se juntar a cerca de quarenta (40) já existentes nas várias faculdades e escolas da UEM.
“O Mestrado, mais do que um simples processo de aquisição de conhecimentos, é fortemente uma possibilidade de aquisição de habilidades para realizar investigação, e neste caso investigação sobre o nosso país”, disse.
Afirmou ainda que o facto de ser um mestrado que aborda uma temática nunca antes tratada em Moçambique, que não é uma continuação de qualquer licenciatura, contribui para a diversificação da “nossa” oferta, assim como oferece uma possibilidade de receber graduados de várias valências, sem se restringir ao seu passado na graduação.
Lembrou o Magnífico Reitor a relação entre Moçambique e Itália, que vem desde antes da independência. “É uma relação antiga, que na UEM registámo-la com apoio prestado já na década 80 à Faculdade de Arquitectura e Planeamento Físico, passando pelas Faculdades de Agronomia e Engenharia Florestal e de Medicina. Hoje, a Cooperação Italiana realiza também acções que juntam quatro unidades da UEM, a Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal, Faculdade de Medicina, de Ciências e de Veterinária, em volta de um único propósito, o do Centro de Biotecnologia, que é hoje uma unidade de referência na UEM e no país”.
Acrescentou que a qualidade de ensino que “o nosso governo defende, e nós perseguimos como o nosso estandarte”, tem tido um apoio significativo da Cooperação Italiana, o que torna a “nossa instituição em modelo, e onde se virá buscar a experiência da implementação do sistema de avaliação e garantia de qualidade no nosso país”.
“Por outro lado, a gestão de investigação, numa instituição em que esta actividade ainda é emergente, é uma prioridade que não deve ser adiada, sob o risco dela não servir um país tão necessitado, particularmente no actual estágio do seu desenvolvimento económico. Aqui também sentimos apoio da Cooperação Italiana através da formação e outras acções, e podemos considerar que este apoio alimentou de forma significativa a ideia da criação na UEM de Mestrado em Comunicação e Cooperação para o Desenvolvimento”, concluiu.
A introdução do Mestrado em Comunicação e Cooperação para o Desenvolvimento é resposta ao acordo de cooperação entre a ECA e a Faculdade de Comunicação e Sociologia da Universidade La Sapiência de Roma, assinado há dois anos em Maputo.
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