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Ministra da Mulher satisfeita com formação de Gestores em Planificação na Óptica do Género PDF Imprimir e-mail

A Ministra da Mulher e Acção Social, Iolanda Cintura, disse na última sexta-feira, 25 de Maio, que os resultados do curso sobre Planificação e Orçamentação na Óptica do Género, promovido pelo Centro de Coordenação dos Assuntos do Género (CeCAGe), da Universidade Eduardo Mondlane, são mais um passo importante para a materialização dos desígnios do Governo, no sentido de alargar a base de distribuição dos recursos de forma igualitária

Falando na cerimónia de enceramento da 2ª Edição do curso, saudou a UEM pela iniciativa e apelou para que seja extensiva aos distritos, com vista a serem munidos também de instrumentos técnicos que lhes permitam uma maior capacidade de diálogo e elaboração de instrumentos no contexto do Género.
“A abordagem do tema apresenta-se oportuna, pois entre tantos assuntos que dominam a agenda do Governo, figura a implementação de acções com vista a integração da perspectiva do Género nas políticas, nas estratégias, nos planos e nos orçamentos do Governo a todos os níveis”, disse a Ministra, acrescentando que “trata-se de um exercício que leva o seu tempo, pois a integração da componente Género ao nível da planificação para o desenvolvimento e o seu financiamento, tem sido um dos maiores desafios para a maioria dos governos dos países em desenvolvimento, do qual Moçambique também é parte”.
Para a governante, Moçambique está no caminho certo, pois, segundo ela, os seus principais instrumentos de planificação e de governação tem em conta a necessidade de integrar a perspectiva do Género, nomeadamente o Programa Quinquenal do Governo, o Plano Estratégico do Governo 2010-2014, os planos económicos e sociais, o plano de acção para a redução da pobreza, o plano estratégico para o combate ao HIV e SIDA entre outros.
“Com vista promover a igualdade e equidade de Género, criando e permitindo igual acesso aos recursos disponíveis, o governo de Moçambique e a Sociedade Civil, as agências das Nações Unidas, os parceiros de cooperação bilateral, vem trabalhando sobre um modelo de orientação metodológica de elaboração dos planos e estratégias a todos os níveis, com a visão virada particularmente para o distrito, que é o centro de operacionalização das nossas acções de desenvolvimento. Este é um facto que tem contribuído não só para o combate a todas as formas de discriminação, mas também para um maior e melhor envolvimento de todos na implementação dos planos e estratégias quer governamentais assim como da sociedade civil”, afirmou.
“Neste momento, um dos maiores desafios que enfrentamos, e que julgamos que este curso será uma mais-valia, é a orçamentação na óptica de Género. Precisamos, em conjunto, de consolidar o conceito e sair da teoria para a prática. É o nosso desejo, como instituição que coordena os assuntos do género, ver as finanças públicas, em todos os domínios de actividade, numa perspectiva de Género, como reza a própria política de Género e a estratégia da sua implementação”, acrescentou.
Por sua vez, o Reitor da UEM, Prof. Doutor Orlando Quilambo, exortou aos 43 graduados do curso para não aplicarem apenas os conhecimentos, mas que sejam monitores nos locais de trabalho.
“Queremos manifestar a nossa satisfação pela diversidade dos nossos participantes e queremos incentivar que procuremos nos programas garantir a diversidade, condição para a relevância deste tipo de formação”, disse.
“Para a UEM, cursos e módulos transversais como este, ou das habilidades para a vida, alimentam a nossa estratégia de formação, que preconiza que o graduado da UEM, além da formação específica, deverá beneficiar de uma formação adicional que permite a sua fácil inserção num mercado em constante mutação e globalizado. Queríamos por isso incentivar o CeCAGe e seus parceiros que continuem a explorar a possibilidade de oferta de mais cursos ou módulos, que permitem oferecer uma formação integrada e de futuro”, acrescentou Prof. Quilambo.
O curso cotou com facilitadores da Universidade Eduardo Mondlane, da ONU Mulheres e da Faculdade Latino Americano de Ciências Sociais, da Argentina.
 

 
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