|
O reitor da Universidade Eduardo Mondlane, Prof. Doutor Orlando Quilambo, disse ontem, 12 de Julho, que os debates durante o IV Seminário Pedagógico permitiram a criação de uma visão frutífera com vista a melhoria da qualidade de ensino. Falando no encerramento do evento, destacou o envolvimento de diversos parceiros para a realização do evento o que segundo ele, significou o espírito de abertura e inclusão da instituição que dirige, em relação aos parceiros e ao mercado de trabalho.
Na ocasião, alertou que a excelência da qualidade de ensino que se pretende passa necessariamente pela publicação dos resultados da investigação e o respectivo uso durante a docência. Disse ainda que a qualidade de ensino passa por “estarmos atentos” às necessidades do mercado.
Quilambo apelou a todos os participantes que garantam a qualidade de ensino para continuar a validar a marca UEM, no mercado. O reitor da UEM saudou a todos os intervenientes pela qualidade dos debates bem como aos órgãos de comunicação social internos e externos que garantiram a boa imagem e divulgação do evento.
O quarto seminário pedagógico teve, entre outros objectivos, a apreciação do grau de implementação das recomendações saídas do terceiro seminário bem como discutir as experiências do ensino centrado no estudante e decorreu sob o lema: “UEM – 50 Anos por um ensino de excelência em prol do desenvolvimento de Moçambique”.
Os diversos intervenientes propuseram desafios a UEM, como sejam investir num corpo docente especializado, o ajustamento curricular, a construção de parcerias com o sector produtivo através de assinaturas de memorandos que garantam estágios profissionais, com vista a aumentar as possibilidades de empregabilidade. O aumento do acervo bibliográfico e apetrechamento de infra-estruturas constituem de igual modo outros desafios. Os intervenientes apontaram algumas fragilidades que tem estado a minar a qualidade de ensino. Apontaram disponibilidade orçamental que não está a ser acompanhado do número de ingressos e o reduzido investimento para a investigação científica.
Graduados da UEM continuam a ser os melhores do mercado
Convidada a falar sobre as experiencias do Fundo Nacional de Energia, em relação aos graduados da UEM, Miquelina Meneses, dirigente do FUNAE, não hesitou em dizer que os graduados da mais antiga instituição de ensino superior em Moçambique, continuam a ser os melhores produtos do mercado.
Afirmou que os graduados possuem conhecimentos técnicos profissionais, mas que em si mesmo resultam insuficientes para o melhor desempenho no mercado de trabalho. A fonte aponta o saber ser e estar como armas fundamentais para lograr sucessos no mercado de trabalho. Aponta ainda as dificuldades que estes graduados têm em expressar suas ideias, o desconhecimento de funcionamento de uma organização e de compreender a dinâmica do país real como outras das fragilidades que dificultam a sua integração no mercado laboral.
Para Miquelina Meses, o graduado da UEM tem um perfil que lhe permite a empregabilidade, mas avança como desafios a melhoria da qualidade de ensino. Aliás, esta posição foi igualmente defendida por muitos oradores que tomaram parte do evento.
Miquelina falava no terceiro e último dia do IV seminário pedagógico num painel composto por outros oradores cujo tema foi “o perfil do graduado da UEM e sua empregabilidade”. |