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Saúde da universidade reside numa investigação séria e de qualidade, defende Brazão Mazula PDF Imprimir e-mail

O antigo Reitor da Universidade Eduardo Mondlane, Prof. Doutor Brazão Mazula defende que não se pode ter uma universidade séria sem um campo de investigação sério. Segundo ele, a saúde da universidade reside numa investigação de qualidade. Mazula proferiu estas palavras ontem, no segundo e último dia da Conferência Científica cujo tema da sua apresentação foi “A Riqueza e a Pobreza da Universidade”.

Segundo disse, a universidade fabrica e concentra cérebros que, por sua vez, se devem dedicar a investigação. Para Mazula, a missão das universidades consiste em fazer ciência e ensinar a fazer a ciência, com vista a garantir uma nova geração de cientistas. “A ausência de se fazer ciência empobrece a universidade”, afirmou.
O orador criticou a pesquisa e a investigação que é feita em Moçambique, que na maior parte das vezes, segundo disse, visa resolver problemas imediatos para satisfazer agendas políticas, em detrimento de uma investigação pura que pode até antever os problemas sociais, económicos e de vária ordem.
A fonte disse que a investigação científica é fundamental para impulsionar o desenvolvimento do país e que a verdadeira investigação tem o seu próprio tempo. Disse que a relação entre a ciência e o desenvolvimento é a mesma relação que existe entre o ovo e galinha, numa clara alusão ao facto de que para existir o desenvolvimento é preciso que haja uma investigação científica que possibilite esse desenvolvimento.
Para o antigo Rreitor da UEM, a pobreza das universidades moçambicanas reside no facto de que nem todos que se dizem serem investigadores exercem por paixão. Segundo disse, podem até ser assistentes de investigação, mas não investigadores.
Para Brazão Mazula, o capitalismo académico está a invadir as universidades públicas e privadas moçambicanas, pelo facto de se estar a restringir o verdadeiro mundo académico e dar prioridade a questões relacionadas com o lucro nas universidades.
Afirmou que ser cientista é uma vocação e exige que se estabeleça um casamento metodológico e existencial entre o cientista e a investigação.
Sobre as recentes descobertas de recursos naturais no país, o orador disse que estes não podem ser tomados como garantia da riqueza.
Entretanto, congratulou a UEM pelo esforço e empenho que tem demonstrado pelo facto de, não obstante alguns constrangimentos, continuar a ensinar e a fazer ciência com abundância, contribuindo para o desenvolvimento do país.
Segundo Brazao Mazula, as universidades não podem apenas formar técnicos profissionais, ignorando aquilo que chamou de “bens não comercializáveis”, referindo-se aos valores morais, o saber ser e estar, os valores da paz e da convivência harmoniosa. Disse ainda que a universidade só é universidade quando agrega à ciência os valores da cultura e desporto.

 
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