FACED introduz Mestrado em Terapia Familiar e Comunitária

A Faculdade de Educação da Universidade Eduardo Mondlane introduziu este ano o Mestrado em Terapia Familiar e Comunitária. Espera-se que o curso venha contribuir para melhor compreensão dos fenómenos associados a tensões psico-sociais na família, célula básica da sociedade, e nas comunidades académicas e não só.

Para marcar o início desse Mestrado, a Faculdade realizou há dias uma cerimónia de abertura do ano lectivo, que teve maior enfoque no novo curso, contando com oração de sapiência intitulada “Psicologia da Família e da Comunidade Africana e Saúde Mental”, proferida pela Profª. Doutora Célia Sales, da Universidade Autónoma de Lisboa, Portugal.

Segundo Sales, os modelos, as estratégias e as técnicas terapêuticas reflectem regras implícitas de organização e funcionamento familiar, que são ditadas pela cultura e pela forma de viver no “mundo ocidental”. As intervenções estão moldadas para resolver os problemas existentes, assumindo formatos que se integram no sistema de cuidado de saúde e de apoio social vigente.

 

O novo mestrado na Faculdade de Letras é marcado por possuir como matriz a existência de uma atitude de abertura e descoberta, com base no diálogo de saberes e experiências, a construção conjunta de algo novo, sempre pretendendo fomentar a integração multicultural.

 

Para fazer face a esse objectivo, o curso pautará pela excelência do Corpo Docente, onde cada módulo conta com a orientação conjunta de um docente da UEM e de um docente convidado estrangeiro, especialista na matéria e com muita experiência. De Portugal, conta-se com professores da Universidade Autónoma de Lisboa e da Associação Portuguesa de Terapia Familiar e Comunitária; da Alemanha, a Universidade de Dortmmund, e da Holanda, a Universidade de Maastricht.

 

O curso integra uma componente de prática clínica na própria universidade, criando para o efeito um serviço de consultas de terapia familiar, onde serão recebidas famílias e realizadas sessões com supervisão presencial dos docentes. Adicionalmente, está a ser criada uma rede local de instituições, onde decorrerão estágios anuais, em que os alunos iniciarão a sua prática supervisionada e com tutoria intensiva por parte dos docentes do Mestrado.

 

A Oradora deixou ficar alguns desafios: “Com base nesta rede docente e de investigação, porque não criar o 1º Mestrado Internacional em Terapia Familiar e Comunitária em África? Porque não lançar as bases para a criação da Associação Africana de Terapia Familiar e Comunitária, a par da Associação Europeia e da Associação Internacional já existentes? Porque não criar esta nova área de Psicologia da Família e da Comunidade Africana? Porque não criar um corpo científico em Língua Portuguesa, que seja partilhado e lido tanto por terapeutas como por académicos e investigadores? Tudo dependerá apenas do trabalho que se estiver disposto a realizar e do rigor científico empreendido”, Frisou Sales.

 

A Faculdade de Educação conta também neste momento com o Mestrado em Administração e Gestão de Educação, Mestrado em desenvolvimento curricular e institucional, Mestrado em educação de Adultos e Mestrado em Educação em Ciências Naturais.