| Museu Nacional da Moeda: 30 anos valorizando património histórico de Moçambique |
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Inaugurado a 15 de Junho de 1981, por essa ocasião, o Museu Nacional da Moeda abriu as suas portas ao público no dia 20 do memo mês. A inauguração do primeiro museu da moeda insere-se no âmbito da preservação e valorização do património histórico de Moçambique. A moeda é, com efeito, um testemunho histórico de extrema importância para a história de um povo. Ela, a moeda, revela o grau de desenvolvimento económico das sociedades, documenta as relações soci-económicas, políticas e culturais entre os povos ou países. Inclusivamente, a moeda veicula a ideologia do país que a emite. Ao longo do tempo, o povo moçambicano, como os outros povos, foi criando bens materiais de valor cultural fundamental para o património comum da humanidade, entre os quais estão as moedas. O Museu Nacional da Moeda, exibe essencialmente uma exposição da colecção numismática sobre Moçambique, desde as trocas directas, passando pelas moedas que circularam em Moçambique no comércio e na compra de escravos, os dinheiros das companhias majestáticas, as primeiras moedas cunhadas para a colónia e, por último, a nossa moeda – o Metical. Expõe também de uma forma geográfica amostras de moedas do Mundo e na última sala uma exposição medalhística. Temos também as Maçontas de cobre que serviram de moeda durante o tempo dos impérios bantu, como o dos Mwenemutapas, que constituem uma etapa muito avançada no processo do aparecimento da moeda entre as sociedades africanas. Estão expostas ainda as libras emitidas pelo Banco da Beira, associado à Companhia de Moçambique, as moedas da Companhia do Niassa que, apesar de cunhadas, não circularam por carecerem da autorização das autoridades coloniais, as tésseras das companhias arrendatárias da Zambézia, notas e moedas usadas durante o período colonial, a evolução da nossa actual moeda nacional – o Metical – e ainda colecções de moedas de vários países de todo o mundo. A casa onde está instalado o Museu Nacional da Moeda guarda uma história curiosa porquanto foi a primeira casa de alvenaria erguida na então Lourenço Marques, hoje Maputo, e por isso, testemunho dos primeiros tempos da fixação portuguesa na região. Construída em 1860, a casa evidencia-se pela sua cor – a cor amarela – daí “CASA AMARELA”, nome pelo qual é conhecida pelos citadinos. Considerada um monumento, a Casa Amarela, de arquitectura Indo-Portuguesa, foi propriedade de um comerciante indiano que a vendeu, posteriormente, ao Governo Português pela quantia de 750 libras esterlinas. Quando a região passou a ser governada por um Governador de Distrito, já na segunda metade do século XIX, o edifício passou a ser a sua residência oficial. Mais tarde albergou sucessivamente Secretaria do Governo, Direcção dos Serviços de Administração Civil, Primeira Esquadra da Polícia, Repartição de Fazenda e várias outras instituições da administração colonial Várias vezes remodelada, ao longo dos anos como consequência da acção do tempo e da sua funcionalidade, a Casa Amarela manteve sempre o seu traçado original. A casa é um edifício de único piso, em forma de L, com um pátio interior cujo jardim complementa o melhor acolhimento que oferecemos aos visitantes do Museu Nacional da Moeda. Recebemos e aceitamos visitas de todas as camadas sociais: turistas nacionais e estrangeiros, alunos do ensino primário e secundário geral, estudantes do ensino superior, investigadores, curiosos, etc. O Museu Nacional da Moeda é gerido pela Universidade Eduardo Mondlane. O horário em vigor é o seguinte:
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