Simulação Empresarial melhora perspectivas dos estudantes de Economia

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A Faculdade de Economia da Universidade Eduardo Mondlane introduziu no ano lectivo de 2010, a cadeira de Simulação Empresarial, com o objectivo de habilitar os estudantes dos cursos de Contabilidade e Finanças e de Gestão, com vista fazer face ao mercado de emprego.
De acordo com a Coordenadora da cadeira, Dra. Eulália Madime, antes da sua introdução, os estudantes enfrentavam algumas dificuldades nos primeiros momentos da sua vida como trabalhadores, por insuficiência de actividades práticas durante a formação.

"Simulação é um estágio prático de Simulação Empresarial desde a parte Comercial, Financeira e Contabilística. Os estudantes são atribuídos uma empresa que gerem tal como acontece na vida real, têm de comprar, vender, criar e prestar contas"- disse a nossa interlocutora.
Na Simulação Empresarial o graduando sai da Faculdade com uma visão daquilo que é o modus vivendi das sociedades em geral, pois é uma cadeira onde o estudante é a peça fundamental e usa método participativo centrado no estudante.

"Nós partimos de uma base que o formando vai trabalhar para uma grande empresa, com todas as exigências que as grandes empresas têm, nomeadamente assiduidade e pontualidade, pois nesta cadeira temos controlo de presenças e de pontualidade, e eles prestam contas à coordenação de todos os actos que praticam, têm obrigações fiscais que no mundo real acontecem e devem submeter todas as declarações fiscais no tempo real", disse Madime.

A nossa fonte salientou que há bons estudantes e actualmente trabalham em grupos de três estudantes por empresa e mostram muito empenho, apesar de existir alguns que não sejam muito bons devido a sua disponibilidade de tempo, pois para se fazer a Simulação Empresarial é necessário que o formando tenha muita disponibilidade de tempo, uma vez que são necessárias no mínimo 16 horas semanais.
Com a simulação os formandos saem como executores e uma visão muito ampla do mundo empresarial e, segundo a nossa fonte, estando num posto de administração, eles têm a noção do que se deve fazer e “garante-se nesta cadeira todos os aspectos de gestão, contabilísticos, fiscais e controlo”.
"Aqui os estudantes têm obrigação de criar e gerir a empresa e prevêem o que será o futuro dessa empresa, pois depois da formação eles deixam para os estudantes que estão noutros níveis. São munidos de todas as ferramentas em todos os ramos de actividades desde a pesca, artesanato e tantos outros ramos e são preparados para solucionar problemas de grande envergadura", afirmou.
Após a primeira auditoria para se verificar a eficácia da Simulação Empresarial, a Coordenação verificou que dos estudantes envolvidos há grupos de estudantes muito bons, e “ficou-se com muita impressão da qualidade dos trabalhos trazidos pelos estudantes, pois trazem realidades que nem a própria Coordenação esperava e tem se verificado muita solicitação por parte de grandes empresas”, concluiu.