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A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) lançou oficialmente esta segunda-feira o Projecto de Investigação sobre a Produção Sustentável de Biodiesel a partir de Jatropha, em Moçambique, financiado pela “Japonese International Cooperation Agency (JICA)” e pela “Japonese Science and Tecnology” que é implementado no âmbito de um acordo para o efeito assinado entre o Governo de Moçambique e do Japão e que envolve a Universidade Eduardo Mondlane e quatro universidades japonesas.
Falando na cerimónia de lançamento, o Reitor da UEM, Prof. Doutor Orlando Quilambo, referiu-se à importância do projecto para a sua instituição e para o país, afirmando que num país com o ritmo de desenvolvimento que se verifica actualmente, uma instituição como a sua deverá sempre acompanhar esse desenvolvimento, através de uma actuação proactiva, para a resolução dos problemas mais prementes do momento. “Só desta forma a nossa investigação será considerada relevante e atrairá parceiros tanto públicos, privados e da sociedade em geral”, disse.
“O projecto que hoje lançamos vem nessa perspectiva, pois é actual, relevante, contribuirá significativamente para o progresso do nosso país e enquadra-se nas políticas do governo, na área de energia”, acrescentou.
Disse ainda o Reitor que a importância projecto para a UEM pode ser medida pelos ganhos que representa e poderá representar.
Afirmou igualmente que a produção de biocombustíveis a partir de culturas, sejam elas alimentares ou não, é assunto alvo de acesos debates, muitas vezes inconclusivas. “É função de uma universidade participar desses debates, mesmo que nem sempre chegue a uma conclusão, mas o potencial de especialistas existentes na UEM permite a manutenção de um debate aberto, salutar e multidisciplinar”.
“A produção de biocombustível faz parte das políticas do governo e as universidades devem estar sempre aliadas aos respectivos governos, para rápida implementação dos seus programas e assim induzir ao almejado rápido desenvolvimento”.
A equipa de investigação é constituída por docentes e investigadores japoneses e moçambicanos. O Reitor disse esperar que haja transferência de conhecimentos, tecnologias e habilidades para os moçambicanos, condição fundamental para que a UEM possa se “orgulhar desta parceria”.
Por seu turno, o Embaixador do Japão em Moçambique, Susumo Segawa, disse estar convencido dos bons resultados que virão do projecto. “Desejo bons sucessos”, disse.
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