CEA lança livro sobre padronização da ortografia de línguas moçambicanas

O Centro de Estudos Africanos (CEA), da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), lançou esta segunda-feira um livro intitulado “Padronização da Ortografia de Línguas Moçambicanas: Relatório do III Seminário”, da autoria do Professor Catedrático, Armindo Ngunga e Dr. Osvaldo Faquir.

A obra, de 349 páginas, surge na sequência do III seminário sobre a padronização da ortografia de línguas moçambicanas realizado em Setembro de 2008.
Presente na cerimónia de lançamento, o Primeiro Ministro, Aires Ali, congratulou os autores e afirmou ser gratificante para o Governo ver pessoas preocupadas com o desenvolvimento das línguias nacionais.
“Apelo as outras instituições, incluindo a comunicação social, para dar maior contributo no desenvolvimento das nossas línguas. O Governo continuará atento e a apoiar este tipo de iniciativas”, disse, acrescentando que a obra será importante e “muito útil” para que apareçam mais investigadores interessados pela área literária.
Por sua vez, o académico e político Mateus Katupha, que apresentou o livro, disse que a obra tem o mérito de traduzir a vontade colectiva do povo moçambicano, de resgatar sua cultrura e dar corpo e conteúdo ao discurso político de autoestima.
Segundo ele, a padronização do sistema da escrita das línguas moçambicanas constitui passo decisivo para o processo de alfabetização de muitos moçambicanos que ainda não sabem ler.
“Com esta obra podemos empreender uma campanha de alfabetização para permitir que muitos possam saber ler. Este é um livro que mostra o contributo da UEM para o desenvolvimento do capital humano, tão necessário para a materialização das políticas do governo moçambicano”, disse Katupha.
“Esta obra constitui uma base para se preparar uma proposta de decreto lei, ou de lei, de política linguística de Moçambique, que irá orientar o sistema de escrita das linguas moçambicanas”, acrescentou.
Falando na condição de director do CEA, Professor Ngunga afirmou que a sua unidade continuará a trabalhar no sentido de trazer a ciência para o desenvolvimento do país. “O desenvolvimento de um país inicia no desenvolvimento da mente. Nós do CEA ajudamos a fazer isso”, disse.