Estigmatização a pessoas deficientes continua no mercado de emprego

O presidente do projecto “Cidade e Deficiência”, Luís Wamusse, disse ontem que pessoas com deficiência ainda sofrem estigmatização no mercado do trabalho e na prestação de serviços públicos. Estas palavras foram proferidas durante o workshop de troca de experiência sobre “Concertação como Ferramenta para o Desenvolvimento Local”.

O evento foi organizado pela Handicap International e Ravim, organizações humanitárias não governamentais que lutam pela melhoria dos serviços públicos, em parceria com a Universidade Eduardo Mondlane e o projecto Cidade e Deficiência.
Luís Wamusse disse que a sociedade definiu actividades de pouca relevância para pessoas com deficiência e de maior responsabilidade para pessoas sem nenhuma deficiência.
O Workshop tinha como objectivo discutir como a concertação pode ser usada para pressionar os governos e outros servidores a concertarem o que corre mal no seio dos seus serviços, com maior enfoque no tratamento dado a pessoas com deficiência.
Estiveram presentes no Workshop representantes do Governo, de organizações da Sociedade Civil moçambicanas e brasileiras. As organizações brasileiras trouxeram ao debate a sua experiência na criação de mecanismos e instrumentos de concertação. Segundo representante de uma organização da sociedade civil brasileira denominada Vida Brasil, Damien Hazard, as organizações da área da deficiência só conseguem fortalecer e obter avanços do controlo social através da sua maior capacidade de intervenção.