| Lançado livro sobre Hidrologia e Recursos Hídricos |
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Foi lançado na quarta-feira, 29 de Fevereiro, um livro intitulado Hidrologia e Recursos Hídricos, da autoria dos professores Álvaro Carmo Vaz, da Faculdade de Engenharia da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) e João Reis Hipólito, do Instituto Superior Técnico de Portugal. A obra, de 796 páginas, aborda diversos temas entre os quais a água subterrânea, caracterização das cheias e das secas e sua mitigação assim como a gestão de albufeiras.
Falando na ocasião, Professor Vaz afirmou que a ideia do livro surgiu da constatação de que a área da água e da sua gestão enfrentam grande carência de bibliografia técnica em língua portuguesa. “Este livro é mais para os nossos estudantes, para os professores, investigadores, para os profissionais de engenharia que trabalham nesta área tão importante e para os decisores. Pensamos que vai ser muito útil para Moçambique, que enfrenta ciclicamente problemas das cheias, das secas, da drenagem, da irrigação e do abastecimento da água”, disse, acrescentando que a obra permite fazer estudos das situações decorrentes das cheias e ciclones, e procurar antecipar estas situações. “Tem no livro também metodologias que nos permitem mitigar impactos negativos associados as cheias”. Disse ainda professor Vaz que Moçambique precisa de melhorar na gestão dos seus recursos hídricos, apostando na construção de importantes infra-estruturas tais como barragens, diques, abastecimento da água, sistemas de drenagem e áreas de rega. “Temos que transformar esse recurso do potencial de riqueza que é, para a riqueza efectiva que ele pode ser”. Em mensagem apresentada pelo Magnífico Reitor da UEM, Prof. Doutor Orlando Quilambo, o Ministro de Ciência e Tecnologia, Eng. Venâncio Massingue, afirmou que os recursos hídricos, principalmente a água, fazem parte das temáticas prioritárias da estratégia nacional de ciência e tecnologia e inovação em Moçambique, pelo que, segundo ele, a obra vem preencher um vazio no que refere ao “nosso conhecimento sobre este recurso importante”. Acrescentou que Moçambique é um exemplo onde o conhecimento sobre este recurso se mostra crucial. “Todos os anos são mobilizados recursos para mitigar e para socorrer os afectados, num processo que já se tornou num ritual cíclico. É função dos investigadores trabalhar neste ciclo, através da investigação científica que deve aconselhar o governo e as autoridades sobre que medidas sustentáveis se devem tomar”. “São os nossos investigadores que, com os seus resultados, nos devem ajudar a orientar as populações para que não se frustrem por perderem todos os anos as suas culturas e por viverem ciclicamente como nómadas. São também eles que nos devem aconselhar sobre onde colocar os povoamentos para evitarem esses efeitos do ambiente, mas são sobretudo eles que deverão indicar tecnologia e acções que deverão ser tomadas para que os recursos hídricos sejam um factor de crescimento e de desenvolvimento”, disse. |