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Investigadores ensaiam extinguir fronteiras científicas nas Ciências Sociais

simposio-bigasComo que contornando as fronteiras políticas e administrativas e as distâncias impostas pela geografia, a Faculdade de Letras e Ciências Sociais (FLCS), junta de hoje (03), até quinta-feira (05/09/18), em Maputo, em Simpósio Internacional “Construindo Pontes” entre as Ciências Sociais, investigadores de diversas origens, com o mote de fornecer uma plataforma aberta, onde todos os tipos de pesquisas nas ciências sociais e humanas possam ser apresentados para estimular conexões entre universidades parceiras e superar as “fronteiras” existentes no sector.
Outrossim, o congresso objectiva conectar e facilitar encontros entre os interessados na matéria, pois, num mundo globalizado, os extremos do choque cultural em oposição à fusão de culturas dão o tom para discursos que oscilam entre uma visão quase romantizada da “aldeia global” e chamam à atenção sobre as diferenças insuperáveis, quer entre os investigadores de diferentes paragens do mundo, quer no mesmo espaço académico.
O simpósio insere-se nos Programas BIGSAS (Bayreuth International Graduate School of African Studies) e AMAS (Academic Mobility for African Sustainability Development), programas estes que surgem como respostas a necessidade da UEM, enquanto instituição comprometida com a produção científica e investigação, imprimir a mobilidade de docentes, estudantes e investigadores.
Falando na cerimónia da abertura do encontro, o director da FLCS, Prof. Doutor Cláudio Mungói, explicou que “Construindo Pontes” não é mais do que trazer a essência das percepções da humanidade sob um prisma de desconstrução de barreiras e de fronteiras através do estabelecimento de redes de solidariedade entre pessoas e grupos, e entre universidades e centros de pesquisas.
“Trata-se da materialização de relações horizontais, buscando factores de coesão comandados pela construção de um projecto e ideário comum e de uma onda que atravessa oceanos e rios carregando saberes e experiências dos nossos povos, das nossas culturas, das nossas línguas e de metodologias de pesquisas, interpretação e análise de fenómenos sociais”, aclarou Mungói.
A fonte argumentou que em letras e ciências sociais não existe a ideia de limites. Não existe a ideia de distância. Não existe a ideia de somente nós, o eu, o lugar explicar-se em si mesmo. Existe sim, explicações locais para problemas locais. Mas também existem explicações locais para problemas globais e explicações globais para problemas locais, pois o ser humano independentemente do lugar e diferenciando-se pelo lugar, é semelhante na sua essência e no seu comportamento. “Por isso somos seres humanos iguais nas nossas diferenças”, concluiu.
Em três dias do simpósio, os participantes vão discutir temáticas como, Ensino, Oralidade e Pesquisa Acção; Ensino de Literacia; Género, Saúde Sexual e Reprodutiva, e Sexualidade; Literatura, Identidades Transnacionais e Ambiente; Comunicação Social, Multimédia; e Estruturas Familiares, Migração e Gestão de Recursos.

 

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