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Ópera marca o encerramento do ano académico na UEM

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Encerrou ontem (14/12), na UEM, o ano académico 2018 com um espectáculo de ópera intitulado "Mwango e Mwanga", uma recriação da obra "Bastien and Bastienne" de Wolfgang Amadeu Mozart, escrita em 1768, e adaptada ao contexto moçambicano.
Tratou-se de uma actuação inédita no país, onde pela primeira vez se realizou uma ópera de Mozart e que juntou no mesmo palco estudantes e professores de teatro e música da Escola de Comunicação e Artes (ECA).
A adaptação da obra "Bastien and Bastienne" ao contexto moçambicano implicou algumas mudanças como a troca de nomes para Mwango e Mwanga e da alteração do contexto geográfico de uma cena que acontece numa aldeia europeia para uma cena que passa a desenrolar-se numa aldeia de Cabo Delgado, de onde vem os nomes Mwango e Mwanga.
opera00Para o Reitor da UEM, Prof. Doutor Orlando Quilambo, a realização do espectáculo vem realçar o comprometimento da UEM com as artes. "Encerrar o ano académico com um evento desta natureza e magnitude significa reconhecer a cultura enquanto dimensão fundamental do ser humano", disse.
No evento, Quilambo destacou as principais realizações da universidade ao longo do ano académico 2018. Dentre eles, a realização do VII Seminário Pedagógico que recomendou o incremento da iniciação científica, o desenho do modelo de monitoria pedagógica baseado em indicadores de avaliação pedagógica e a formação de docentes. Disse que 182 docentes foram submetidos a formação pedagógica.
Destacou a aprovação, este ano, de mais cursos de mestrado e doutoramento que, segundo disse, trata-se de uma condição essencial para o crescimento da investigação na UEM e no país, sendo que, no mesmo período houve um aumento progressivo do número de projectos de investigação na ordem de 9 por cento.
Mencionou a realização da X Conferência Científica que registou mais de mil inscrições, das quais mais de 500 com resumos aprovados. Ao nível da extensão universitária, Quilambo destacou os resultados alcançados no Distrito Municipal Kanyaka, o projecto Kayaclínica e a implantação de centros de recursos em Sábie e na Ilha de Moçambique.
No campo das infraestruturas, Orlando Quilambo fez menção a projectos de extensão da rede elétrica, iluminação e abastecimento de água no campus principal, a reabilitação de edifícios e o acompanhamento das obras de construção do Centro Cultural Moçambique-China, do edifício da ECA e do Instituto Confúcio.
Na área financeira, segundo o Reitor, a cooperação e parceria com outras instituições "abre uma nova página da UEM através da Estratégia de Mobilização de Recursos, através da qual a Universidade dá a conhecer de forma estruturada e interactiva as iniciativas empreendedoras," frisou.
O espectáculo "Mwango e Mwanga" teve cerca de 60 minutos de actuação e envolveu mais de 40 pessoas entre músicos, atores e equipa técnica. Destes, os artistas principais foram Horácio Guiamba (Mwango) Joana Balango (Mwanga) e Dadivo José (Nyanga).
Foi uma produção da Direcção de Cultura, da ECA e do Centro de Comunicação e Marketing da Universidade Eduardo Mondlane. Contou com a direcção musical de Feliciano de Castro, Consultoria Vocal de Stela Mendonça, encenação de Venâncio Calisto, Cenografia e Figurinos de Sara Machado, Coreografia de Dadivo Combane e Direcção Geral de Vitor Gonçalves.

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