Simpósio discute o desenvolvimento das zonas áridas e semiáridas

O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), em parceria com a Universidade Eduardo Mondlane (UEM) e o Banco Africano de Desenvolvimento, realizou ontem e hoje (10 e 11/07), um simpósio sobre estratégias para o desenvolvimento integrado das zonas áridas e semiáridas. O evento visa discutir estratégias e abordagens mais eficazes para a transformação das zonas áridas em polos de Desenvolvimento.
Falando na cerimónia de abertura, o Primeiro-ministro da República de Moçambique, Carlos Agostinho do Rosário, ressaltou que o Governo tem vindo a aprimorar mecanismos e medidas com vista a melhor responder aos desafios impostos pelos eventos climatéricos extremos, que são cada vez mais frequentes e de maior intensidade.
“Estabelecemos em todo o território Nacional Comités locais de gestão de Risco de Calamidades, que dinamizam a população a tomar medidas preventivas a nível da comunidade e criamos o Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE) com réplica nas províncias e distritos” disse.
Por seu turno, a Diretora Geral do INGC, Augusta Maita, fez saber que vale a pena refletir sobre as regiões áridas e semiáridas que, apesar dos desafios que pelas suas características oferecem, há possibilidade de nelas produzir algumas culturas que podem servir de fontes de rendimento e alimentação para as populações.
“Este Simpósio é o fórum apropriado para o aprofundamento dos nossos conhecimentos sobre as zonas áridas e semiáridas, pois, em conjunto iremos recolher subsídios e desenhar políticas e estratégias, bem como uma carteira de projectos sustentáveis para o desenvolvimento das zonas áridas”, sublinhou.
A Diretora Geral do INGC garantiu que ao longo do presente ano, serão aprofundadas as reflexões colhidas durante o simpósio, de modo a ampliar o seu campo de ação não só para as zonas áridas, mas também para as outras áreas de intervenção da instituição que tutela, como é o caso da consolidação dos sistemas de aviso prévio e aprimoramento do sistema de logística para as áreas de emergências, entre outras.
A Vice-Reitora Académica da Universidade Eduardo Mondlane, Profa. Doutora Amália Uamusse, asseverou que a UEM tem consciência das suas obrigações, no contexto da identificação de soluções para os principais problemas que afetam a sociedade. Neste sentido, a afirmou que a Universidade tem estado a desenvolver um conjunto de ações tendo em vista dotar-se de maior capacidade para a realização de Investigação Aplicada.
“A questão relacionada com as mudanças climáticas e vulnerabilidade esteve sempre no âmbito da agenda da nossa instituição. É assim que, ao longo dos anos a UEM foi apostando na formação de quadros qualificados nestas áreas e, atualmente, possui massa crítica relevante”, declarou.
Uamusse terminou fazendo menção ao facto de alguns dos quadros daquela instituição terem estado envolvidos nos estudos publicados pelo INGC, em 2009, relativamente ao impacto das mudanças climáticas sobre o risco de desastres e em 2012, sobre estratégias de redução de risco de desastres nos diferentes sectores. Atualmente, a UEM oferece curos de Pós-graduação e de curta duração focalizados na redução da vulnerabilidade.
Estiveram presentes no simpósio membros do Governo, Investigadores Nacionais e Estrangeiros, Docentes, Estudantes, dentre vários outros convidados.
