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Cientistas africanos debatem em Maputo o desenvolvimento do sector agrário no continente

ruforum-oCientistas africanos de 42 instituições de ensino superior discutem a sustentabilidade e o desenvolvimento do sector agrário do continente africano. O evento decorre na capital do país, Maputo, de 21 a 25 de Julho corrente e é organizado conjuntamente pela Universidade Eduardo Mondlane e RUFORUM, um consórcio que integra 32 universidades da África subsariana.
RUFORUM é uma plataforma para pesquisa agrícola orientada para o desenvolvimento de África e de formação de parcerias no âmbito da iniciativa do Programa Compreensivo para o Desenvolvimento da Agricultura em África (CAADP). A população africana corresponde a 12 por cento da população global mas África tem a mais baixa taxa de pesquisadores do mundo. Estima-se que um pesquisador esteja para 35 milhões de habitantes. Por outro lado, o continente africano contribui apenas com 2 por cento do total das pesquisas globais, número considerado extremamente insignificante pela Presidente da Comissão da União Africana, Nkosazana Dlamini Zuma, tomando em conta os desafios do chamado continente negro.
A Presidente da Comissão da União Africana, que falava no evento, desafiou as universidades de África a acelerarem a produção científica no continente para permitir o seu crescimento económico, apontando a educação e o capital humano como pilares do desenvolvimento.
Segundo Zuma, a China por exemplo, forma anualmente cerca de 700 mil engenheiros contra uma média de 20 mil, formados em toda África. Mas a dirigente africana acredita que as universidades do continente são capazes de responder aos desafios prementes da falta de recursos humanos, mas que carecem de apoio político por parte dos respectivos governos e da falta de um investimento severo, no ensino superior.
A União Africana lançou recentemente a ”Agenda 2063“, onde estão estabelecidos os pilares que irão guiar o desenvolvimento africano até 2063. Este instrumento sustenta que o desenvolvimento africano não pode ficar refém de doações de organizações internacionais. Por isso, na sua longa intervenção, a Presidente da Comissão da União Africana afirmou reiteradamente que as universidades africanas devem prover saídas científicas para os problemas que o continente atravessa. Zuma instou, por outro lado, aos governos africanos para investirem na sustentabilidade do sector agrário, na criação de infra-estruturas e na construção de centros de excelência. Acrescentou que o número de universidades existentes no continente continua extremamente irrisório para responder às necessidades de acesso ao ensino superior. Por isso, é de opinião que as universidades devem apostar na tecnologia, criando espaços virtuais para massificar o acesso ao ensino superior.

Nkosazana Zuma disse que a agricultura do continente africano deve ser industrializada para permitir a criação de empregos e a sua contribuição no Produto Interno Bruto dos estados africanos.
Estima-se que daqui há 50 anos, África registe uma subida substancial da sua população e o continente deve estar preparado para tirar proveito dessas vantagens demográficas. Para Zuma, só com jovens formados é que o continente estará capacitado para responder aos desafios dos próximos 50 anos.

ruforum-ontemO evento de Maputo, que reúne cerca de 400 convidados de 30 países reveste-se de crucial importância de dimensão continental, pois 2014 foi designado pela União Africana como o ano da Agricultura e Segurança Alimentar. Foi nesse contexto que o Ministro da Ciência e Tecnologia, Louís Pelembe, falando em nome do Primeiro-ministro Alberto Vaquina, classificou a 4ª Conferência Bienal da RUFORUM que decorre em Maputo, como importante para a transformação da agricultura no continente porquanto ela reveste-se de pesquisa científica robusta. Pelembe recorreu ao artigo 103 da Constituição da República para afirmar que o Governo moçambicano reconhece a agricultura como a base do seu desenvolvimento. O Ministro disse que o Governo apoia a agenda científica para o desenvolvimento africano e que hoje, mais do que nunca, África precisa de especialistas na agricultura para materializarem a sua transformação.

Entretanto, o Director Executivo da RUFORUM, Yemi Akimbamijo, disse que um dos desafios da RUFORUM como consórcio de universidades é de empenhar-se no desenvolvimento do continente africano e oferecer soluções para os problemas da fome e das doenças que caracterizam actualmente o continente negro. Segundo Akimbamijo, o crescimento da produtividade é guiado pela inovação, e a inovação é guiada pelo domínio do conhecimento científico. Afirmou ser nesta lógica que as universidades de África devem produzir conhecimento como factor decisivo para o crescimento económico do continente. Segundo disse, a visão a longo prazo indica que África deve tornar-se num celeiro mundial de produção de alimentos porque foi esta visão que mudou países como a China e outros.

Outrossim, Graça Machel, antiga ministra da Educação de Moçambique, afirmou que a pobreza em África, não se resume apenas na fome física causada pela falta de alimentação, resulta também da falta de inteligência de muitos estados africanos para a sua erradicação. Lamenta que muitos governos africanos continuem a investir com apenas 2 por cento do seu orçamento para o ensino superior.
”A meta dos governos africanos não deve ser em reduzir a fome, mas sim em erradicá-la no continente e garantir que as populações localizadas nas zonas rurais possam ter 3 refeições ao dia“, frisou.
Participam da conferência bienal altos dignitários do continente entre ministros de Educação, Agricultura, Ciência e Tecnologia, reitores de universidades africanas e outros.

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