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Embaixadora da Suécia visita Estação de Biologia Marítima da Inhaca

suecia-inhacaA Embaixadora da Suécia em Moçambique, Irina Schoulgin Nyouni, visitou esta terça – feira, 05 de Maio, a Estação de Biologia Marítima da Inhaca (EBMI), província de Maputo, com o objectivo de se inteirar dos projectos que têm sido desenvolvidos no âmbito da parceria existente entre a UEM e o governo Sueco.
Irina visitou as infra-estrturas existentes como o Museu de Biologia Marítima da Inhaca, os dormitórios e área de serviços, entre outros.
A Ilha da Inhaca enfrenta sérios problemas de fornecimento de água potável. É nesse contexto que a Estação de Biologia Marítima da Inhaca e parceiros estão a levar à cabo um projecto de construção de fontenárias para minorar o sofrimento dos cerca de cinco mil habitantes ali residentes. Por outro lado, há um esforço do EBMI no sentido de preservar as espécies marinhas que a Ilha possui. Todavia, esse esforço encontra resistência local dado que as populações utilizam algumas dessas espécies como alimento no dia-a-dia.
Aliás, alguns dos locais tidos como áreas de conservação de espécies marinhas são fortemente vigiados por um contingente de segurança afecto pela Estação de Biologia Marítima da Inhaca.
Irina Schoulgin ficou a saber desses esforços e congratulou o gesto protagonizado pela equipa de técnicos da EBMI.
Outrossim, a Estação de Biologia Marítima da Inhaca enfrenta problemas de infra-estrturas para implementar alguns dos seus projectos. E para inverter o cenário, o EBMI já está a implementar um ambicioso projecto de novos edifícios, orçado em pouco mais de 20 milhões de meticais, que incluem duas casas do tipo 2 com 105 m2 cada uma, um complexo com 8 suites que abarca no seu interior uma cozinha e sala de estar para pós – graduados e Um laboratório com duas salas de 35 m2 cada, munidos de água doce e salgada para permitir que se realizem experiências.
Estas construções comportam basicamente madeira prensada e betão leve importado do mercado europeu. É um tipo de construção denominado de "lite stillframing" que pode ser erguido em menos de dois meses e com enormes vantagens económicas e ecológicas. O custo para a sua edificação pode ser entre 30 e 40 por cento mais barato comparado às construções tradicionais e pode durar até 150 anos ou mais. São edifícios preparados para suportar qualquer abalo sísmico.
No final da visita, a Embaixadora da Suécia em Moçambique disse ter ficado bastante satisfeita com tudo que viu e ouviu. Destacou o interesse da EBMI em manter contacto permanente com as comunidades locais e as construções que estão em curso para viabilizar projectos científicos e sociais.
Irina Schoulgin reiterou o apoio do governo Sueco em continuar a ajudar projectos na UEM no âmbito das relações históricas entre os dois países.
A visita de Irina Schoulgin à Estação de Biologia Marítima da Inhaca foi testemunhada pelo Vice- Reitor da UEM para a área de Administração e Recursos, o Prof. Doutor Ângelo Macuácua, que agradeceu o apoio que o governo da Suécia tem disponibilizado ao EBMI, lembrando a concessão, em Dezembro de 2013, de fundos para a construção e ampliação de edifícios e para a aquisição de equipamentos. "Acreditamos que no final da implementação deste projecto teremos a estação mais capacitada para realizar a sua função de desenvolvimento sustentável da Ilha", disse.
O Vice- Reitor acrescentou que com a implementação dos projectos em curso e de outros que ainda virão, a estação estará mais capacitada para ser uma plataforma de cooperação académica entre a UEM e as instituições de ensino superior Suecas, incluindo de países africanos.
Na ocasião, o Director da Estação de Biologia Marítima da Inhaca, dr. Albano Gabriel, apresentou uma radiografia do desenvolvimento da estação desde a sua fundação, em 1951, até aos dias de hoje.
A Estação de Biologia Marítima de Inhaca tem sido destino preferencial de muitos estudantes, docentes e pesquisadores que procuram a estação para a realização de pesquisa diversa.